Dentre minhas muitas paixões literárias estão os pulps.
Eles foram a febre entre os leitores nas décadas de 30 e 40, em um efeito direto da repressão econômica. Eram muitos os que acompanhavam as mirabolantes aventuras de seus heróis como válvula de escape das mazelas diárias. O papel utilizado para impressão dos pequenos livros de bolso era o mais barato possível, produzido com a polpa da madeira (o que deu origem ao nome pulp).
As aventuras em sequência, marginalizadas pelos outros setores da literatura, em muito influenciaram a gênese de outro meio de comunicação: os quadrinhos de super heróis.
Não é a toa que muitos desses heróis foram tão influenciados pelos pulps. Aventureiros como Buck Rogers, Flash Gordon ou Brick Bradford são em essência encarnações do espírito das aventuras de “heróis científicos” dos pulps. Personagens como O Fantasma (1º. Super herói dos quadrinhos – anterior ao Superman) e o Batman são “primos” mais novos de grandes nomes da mitologia dos pulps como O Sombra ou Spider. O próprio “último filho de Krypton” não foi o pioneiro a ter uma “Fortaleza da Solidão” no Ártico; essa honra cabe ao Doc Savage.
Mesmo que alguns desses personagens estejam sumidos de publicações atuais, nomes como Tarzan ou Conan ainda estão presentes no imaginário popular.
É inegável a contribuição a literatura de aventura dada pelos pulps, além de ser um produto com a “cara” de uma época. É uma leitura deliciosa, descontando certas incongruências tecnológicas creditadas a mentalidade científica do período em questão...
O mais interessante é que o maior herdeiro da tradição dos pulps não é nenhum herói criado nos anos trinta ou quarenta, mas que iniciou as suas aventuras na década de sessenta; tampouco se trata de um personagem americano, mas alemão... Uma série de aventuras de ficção científica com milhares de números e que extrapolou os conceitos da FC sendo um sucesso mundial... mas, isso é assunto para outro post!
Escrito por Cesar às 10h10
[]
[envie esta mensagem]
[ ver mensagens anteriores ]
|