Escrito por Cesar às 22h28
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Dia chato.
Definitivamente não era um bom dia para ler uma crítica negativa ao filme que espero ansiosamente e que devo assistir no sábado.
Como um ávido consumidor de livros, HQs e filmes, parei de ler matérias, resenhas, spoilers e outras formas de textos que possam estragar quaisquer surpresas.
Mas no caso de 300, filme baseado na graphic novel de Frank Miller, acabei lendo uma resenha falando mal para saber o que estariam analisando de negativo. Como já tinha lido, a história original no formato de HQ não haveria nenhuma surpresa para ser estragada...
Dentre alguns pontos que foram ressaltados como negativos (na visão do autor da resenha) estava um que me chamou a atenção.Se você não quer saber nada da história porque não conhece a HQ pode parar de ler esse texto e voltar depois de assistir ao filme que estréia nessa sexta-feira, apesar do que vou falar não ser nenhum ponto que estrague qualquer surpresa da trama.
Ele alegava que o herói ao nascer, dentro da sociedade espartana, ainda bebê foi inspecionado e permitido continuar a viver por ser uma criança perfeita. Os espartanos com defeitos de nascença eram sacrificados ainda recém nascidos, pois só os meninos perfeitos poderiam se tornar valorosos guerreiros na defesa do estado espartano.
Ora, isso faz parte da história, era a realidade vivenciada na Grécia antiga. Pois bem, o cara achou um absurdo que o público demonstrasse “alívio” com o fato de Leônidas ter sobrevivido, pois a cena e o “aval” da platéia estariam validando uma aceitação ao Fascismo que fora o objetivo do filme.
Nunca ouvi nada tão cretino antes. O cara sequer estava criticando qualquer liberdade criativa que ferisse os fatos históricos, apenas criticando a cena que dava contexto à realidade histórica em que se passa o filme.
Claro que nesses tempos “politicamente corretos” em que vivemos certas coisas não devem ser citadas. De um modo geral até concordo, certos insultos gratuitos, se podem ser evitados em prol de uma paz de espírito, são até positivos. Mas dizer que daríamos aval ao fascismo por causa de uma cena que inclusive está historicamente correta?
Se eu vou assistir um drama sou um sádico que se deleita com a dor dos outros? Se vejo um filme de guerra sou um ativista pró-Bush? Se me divirto com Desejo de Matar do Charles Bronson dou um ativista contra os direitos humanos? Nem quero pensar o que seria ao gostar de uma comédia dos Três Patetas... Nada contra a opinião do cara, afinal é igual a nariz cada um tem o seu, mas um filme em que ele possa dar um aval deve ser chaaaaaatoooooo...
Escrito por Cesar às 19h32
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