Eu sei que não sou um analista isento do fato.
Na verdade tendo ido morar no interior da Bahia com quatro anos de idade, minhas férias no Rio sempre eram meio “mágicas”. E primeiro sinal de que tinha chegado era a miríade de informações, sons e luzes da cidade maravilhosa, inclusive com seus cartazes e out doors.
Entendo a preocupação do prefeito paulista com a qualidade de vida de São Paulo. A maior cidade do Brasil com sua vida agitada, muito barulho e informação visual delirante. Mas não posso em sã consciência concordar com a decisão radical tomada por ele.
A retirada maciça de out doors, cartazes, propagandas e fachadas de lojas pode ter tido uma boa intenção inicial, mas fora os problemas intrínsecos causados as pessoas que viviam dessa propaganda, o fato de retirar a informação visual da cidade inteira não teve o resultado pretendido. Pelo contrário, não existe tanta qualidade de vida em uma cidade tão cinza e sem brilho.
O que era para ser uma ação gradual pautada em etapas até se chegar a um equilíbrio entre a pretendida qualidade de vida e a informação existente em uma cidade de grande porte virou uma ação radical unilateral que “despiu” a cidade tirando parte de seus elementos básicos.
Por esse e por outros motivos é que sou contra radicalismos, não se faz omelete sem quebrar ovos, isso é um fato, mas não se quebra todos os ovos antes de saber quantos caberão na panela.
Estive em, SP recentemente e só posso dizer que ela perdeu parte do que demonstrava ao ser a maior cidade do país.
Certamente existem pessoas que não concordarão comigo, mas continuo afirmando, que alguém que exige dos participantes das maiores feiras livres do Brasil que “não gritem seus produtos ou ofertas” e que “usem roupas que indiquem o que estão vendendo” não pode estar se pautando pela razoabilidade.
Imagino a roupa que um feirante vendedor de brócolis, alcachofra e alface teria que estar usando.
Escrito por Cesar às 13h53
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Show do Aerosmith.
Meio na correria, uma viagem não muito planejada para Sampa para não perder a oportunidade.
Não há muito o que se dizer do show... Esse é um trabalho mais recente que vocês não conhecem? Não, não houve essa frase.
Agora uma música de nosso último albúm? Não, também não.
Um show de uma banda clássica recheado do que todos queriam ouvir, HITS IMORTAIS.
Toys in the atttic, Love in a elevator, Rag Doll, Dude (looks like a lady), Janie´s got a gun, I don´t wanna miss a thing, Walk this way… tantos.
Um show muito honesto de uma banda que se portou EXATAMENTE como seu público esperava...
Foi muito bom.
O Velvet Revolver que abriu o show? Bem, só me empolguei quando tocaram dois covers do Gun´s and Roses, ou talvez nem possa chamar de cover já que a maioria da banda era ex-Gun´s. Sei lá, sempre achei o Slash superestimado... E quando se compara com Perrys e Tylers, saem perdendo, e feio.
Escrito por Cesar às 19h27
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